Scrum é um framework Ágil para a gerência de projetos de desenvolvimento de software que se utiliza de uma abordagem iterativa e incremental, ou seja, trabalha com ciclos curtos de desenvolvimento, ao final dos quais há adição de valor ao produto.

O Ciclo do Scrum

Práticas do Scrum incluem o planejamento adaptativo orientado a trazer valor para o cliente, a definição de uma meta clara e imutável para cada iteração, a produção de um incremento entregável do produto ao final de cada iteração, o uso de equipes autogerenciadas e multidisciplinares, a inspeção e adaptação para a promoção de melhorias contínuas no produto e nos processos de produção e o uso de eventos de duração fixa (timeboxes) para as reuniões e para a própria iteração de desenvolvimento.

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Um Novo Jogo

O Scrum teve como inspiração inicial um artigo de Takeuchi e Nonaka, intitulado "The New New Product Development Game", publicado em 1986 na revista Harvard Business Review. O nome “Scrum”, uma jogada de Rugby, aparece nesse artigo para descrever uma abordagem ao desenvolvimento de novos produtos utilizada, na época, em diversas empresas no Japão e nos Estados Unidos. Essas empresas possuiam seis características fundamentais, que muito lembram equipes Scrum atuais:

  • instabilidade embutida: a gerência cria um elemento de tensão ao indicar objetivos amplos e desafiadores, ao mesmo tempo em que dá liberdade à equipe na realização desses objetivos;
  • equipes de projeto auto-organizadas, que possuem:
    • autonomia no dia-a-dia do trabalho;
    • autotranscendência, ou seja, uma busca interminável por seus limites, traçando objetivos cada vez mais altos;
    • fertilização cruzada, obtida através de interações em uma equipe que possui uma variedade de especializações, comportamentos e personalidades;
  • fases de desenvolvimento sobrepostas, ao invés de sequenciais;
  • múltiplo aprendizado, que se traduz por um processo contínuo de aprendizado por tentativa e erro para responder rapidamente às mudanças de mercado, que leva a equipe a um amplo conhecimento e habilidades diversas;
  • controle sutil exercido pela alta gerência para prevenir que a instabilidade, ambiguidade e tensão levem ao caos;
  • transferência organizacional de conhecimento, ou seja, a transferência de conhecimento para outras divisões e outros projetos de desenvolvimento de novos produtos.
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O Manifesto Ágil

Em fevereiro de 2001, um grupo de dezessete representantes de metodologias de desenvolvimento de software consideradas “leves” que estavam trazendo valor para seus clientes se reuniu por dois dias em uma estação de esqui em Snowbird, Utah para levantar pontos em comum entre suas metodologias. A partir dessa reunião, foi criado o Manifesto Ágil, onde são definidos os valores Ágeis. O Manifesto Ágil pode ser visto abaixo (FOWLER & HIGHSMITH, 2001):


“Estamos descobrindo maneiras melhores de desenvolver software fazendo-o nós mesmos e ajudando outros a fazê-lo. Através deste trabalho, passamos a valorizar:

Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas
Software em funcionamento mais que documentação abrangente
Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos
Responder a mudanças mais que seguir um plano

Ou seja, mesmo havendo valor nos itens à direita, valorizamos mais os itens à esquerda.”


O manifesto reconhece que determinados conceitos como processos, ferramentas, documentação, contratos e planos podem ser importantes no desenvolvimento de software, mas que há conceitos mais importantes que devem ser valorizados.

 

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